quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

| Pipocas Com Pulgas | Inglorious Basterds

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Vejam só… Os judeus (ou o que resta dos seis milhões) cresceram e multiplicaram-se. Ao que parece deixaram de cobrar impostos e de andar de um lado para o outro a pedir esmola ou a elaborar esquemas para criar a sua micro-economia de estilo nómada. Parece até que agora fazem filmes… e que filmes!!!
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Quem se interessa por estas coisas do Cinema e da História já leu e escutou todas as possíveis críticas que se podem fazer ao filme. Enquanto cão, estou longe de ser um crítico com pulgas, ainda assim, aqui deixo um registo de um filme que me surpreendeu porque, simplesmente, é diferente de tudo aquilo que possamos ter visto até à data. Foi essa a ideia com que fiquei. A forma como tudo foi imaginado por Tarantino encontrou actores perfeitamente capazes de nos manter agarrados a um enredo que está a anos-luz do que estamos habituados.
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A segunda nota de destaque (poderia muito bem ter sido a primeira) vai para Christoph Waltz e para um dos papéis mais brilhantes que já vi. Aos vinte minutos de filme já tinha dado o dinheiro do bilhete por muito bem empregue. A primeira cena do filme poderia – como disso o próprio actor – resultar numa “one act Play”. Para além disso, o filme tem outra intensidade sempre que a personagem de Hans Landa (SS) está no ecrã. Quanto ao tipo que dorme com a Angelina Jolie… Claramente em segundo lugar.

quarta-feira, 7 de Outubro de 2009

Todas as manhãs preciso de algo mais do que um despertador para sair da cama e ir lá para fora. Preciso de qualquer coisa que me dê mais do que uma cara fechada, que me faça sentir bem e me dê argumentos para tentar fazer bem tudo aquilo que vale a pena fazer. Este fim-de-semana consegui juntar algumas delas.
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Estou contente pela chuva estar de volta. Não sou uma pessoa do Verão, não me sinto ligado ao calor, nem ao Sol abrasador, nem às noites quentes. Gosto dos finais de tarde quando os dias vão ficando mais longos ou quando se encurtam e anunciam a próxima estação, só isso. A praia, para mim, faz mais sentido sem gente, sem sol, sem filas, sem gritos, sem silicone… Não entristeço com dias cinzentos nem fico sem soluções só porque chove. O Outono e o Inverno têm sítios, gostos, texturas e cheiros peculiares. Têm calma, têm lareiras, campos verdes, mares picados e cidades escuras. O frio, o vento e a chuva têm vagar, têm disponibilidade, têm conversas, outras músicas e filmes diferentes. Têm pequenos-almoços que aquecem as mãos e o peito e… têm amores de Inverno. Ah os amores de Inverno, os abraços de frio e os beijos de fogo…
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Se fosse Inverno não teria encontrado o Gerês como o encontrei nestes dias. Estava seco e pálido, parecia desmaiado. Há imenso tempo que me criticava por não conhecer o Gerês, por não o ter revisitado depois de ter dois anos de idade e o mesmo número de cabelos e dentes. Fiquei desiludido. “O Gerês é isto?!”. Não, o Gerês é muito mais do que aquilo, mas depois das chuvadas, quando os cursos de água sprintam pelos montes, entre as rochas, e atropelam as pedras. As árvores do Gerês toldam as estradas que serpenteiam serra acima e nos levam aos lugares mais bonitos deste que é o país em que me revejo e do qual não, nunca, vou abdicar. Porque também pôde levar a família comigo, serviu-me isso de consolação e de empurrão para outras paragens. O regresso será durante ou depois da chuva. Fui ao Porto, onde está o Douro e aquele vinho que fazem depois da vindima da semana passada. Passei as pontes, fui da Ribeira até à Foz, deliciei-me em Gaia e em Matosinhos. Trouxe uma barriga maior, fotografias na objectiva e um beijo junto ao rio. Depois continuei a descer, parei em Aveiro, não comi ovos moles e pouco vi da ria. Seguimos para Óbidos, parecia-me o dia indicado para visitar no 5 de Outubro. Provocação minha. É difícil conter os sonhos e o arrependimento de ter nascido fora de horas quando se está do lado de cá das torres e das muralhas do castelo.
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Quem nunca conteve os sonhos foi a D. Amália. Morreu há 10 anos e deixou alguns filhos órfãos. Hoje ouvi muitos dos fados que ela cantava, naqueles dias em que eu ainda não tinha nascido mas em que agora vivo. Foi isso que hoje me deu força para acordar e ir ao encontro dos sítios em que não vivo, das pessoas que não são a minha família, nem os meus amigos, nem os meus vizinhos. Para estar numa Lisboa que não é a da Amália nem a dos outros...

terça-feira, 29 de Setembro de 2009

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Em que pensa um recém-licenciado, recém-desempregado, recém-apaixonado e recém-chegado a uma nova realidade? Em que pensa alguém que tem muito frescas na memória as sensações de algumas das maiores lições de vida? Bem, pensar, pensa em muita coisa… mas não tem a certeza de nada!
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Tenho vindo a descobrir que a minha insegurança relativamente a quase tudo é das coisas que mais me impedem de desfrutar dos melhores momentos e tornam ainda maiores os mais difíceis. Numa das minhas músicas preferidas, diz o Ben Harper que “…but it's time that has taken my tomorrows and turned them into yesterdays”. É assim que me sinto em relação a todas as incertezas e a todos os medos que tenho que enfrentar.
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Foi por isso que fiz um interregno neste blog. Porque quando não sabemos o que pensar, muito menos sentimos força para escrever.
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Mas continuo a ter vontade e saudades de postar. Felizmente continuo atento. Procuro espreitar por detrás das pessoas que passam, das músicas que ouço, dos livros que leio e das imagens que vejo. Nos últimos tempos houve coisas que mudaram para melhor, outras simplesmente mantêm-se boas como sempre foram. Poucas são as coisas que pioraram. Encontrei um trabalho que me motiva em muitos aspectos. Todos os meses recebo um cheque, os meus colegas são boa gente e os meus chefes pessoas humanas. Tenho tido a oportunidade de ajudar uma empresa a crescer, tenho autonomia e as minhas ideias contam. Existem dois factores que também me ajudam a sentir realizado: viajo e estou muito tempo sozinho, e isso tem-me feito bem. Passeei pelo Porto, fiz jogging em Coimbra e vi o sol a pôr-se para lá do horizonte do montado alentejano. Em troca pediram-me pro-actividade em detrimento da passividade. É justo.
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As pessoas que estão à minha volta estão tranquilas, transmitem-me a paz que desejo mas que nem sempre procuro. Ouvem-me, falam comigo, são cúmplices e partilham os mesmos objectivos que eu. Estou feliz e sinto-me bem. Tenho saudades de algumas coisas, mas há momentos que simplesmente têm que recolher a um cantinho do peito e, de vez em quando, recordar-nos que nada é por acaso, as coisas que nos acontecem têm um propósito. Penso frequentemente: “Deus não te dá mais do que podes aguentar”. Também penso: “ao menos ficámos à frente do BE”…
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A família (mesmo a de não-sangue), tem sido o maior pilar. Que pena que assim não seja vista pelos que mandam. As conversas, os sorrisos, os risos e os abraços dão-nos optimismo e fazem-nos repensar, crescer e ambicionar.
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Parece que a poeira está a assentar. Assim que isso acontecer quero aproveitar para a tentar limpar do meu caminho… nunca se sabe quando pode haver uma nova rajada de vento.

segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Pont' i virgula

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Há três meses, a propósito do início do estágio no Correio da Manhã, escrevia eu que “…sinto a obrigação de dar o máximo de mim e assumir a responsabilidade de não deixar passar esta oportunidade”.

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Ontem, tal como aconteceu com a Gata Borralheira, era meia-noite quando arrumei a minha secretária, meti os blocos de notas na mochila e disse tchau à redacção. Chegaram ao fim os meus dias de jornalista (estagiário) na secção de Sociedade do CM. Foi definitivamente uma boa experiência. Primeiro a nível pessoal, depois profissional e só então a nível académico. A nível pessoal porque ficaram as histórias, as novidades e as emoções. Gostei de falar com a ministra, com o sôtor, o presidente e o director. Mas também foi bom estar perto do Manel, do Tóino, da Alzira e do Cajó. A redacção era o que eu imaginava mas com gente melhor, mais simples e mais humana. Tive colegas de quem gostei imenso e não conheci ninguém de quem não gostasse. Profissionalmente, se assim se pode chamar, foi muito gratificante ver o meu empenho escarrapachado nas primeiras páginas do jornal e o meu nome em baixo do lead. A nível académico, bem… aprendi mais ali do que no resto da licenciatura. A ESE, definitivamente, tem muitas coisas que urgem ser revistas.

Foi tudo bom? Durante o meu tempo ali correu tudo bem? Estive sempre motivado? Não! Houve algumas, não muitas, coisas que achei injustas, que me fizeram sentir mal e achar que ser jornalista podia ser pior do que imaginava. Ainda assim o balanço continua a ser muito positivo. Não sei o que vai acontecer amanhã, mas tenho a certeza que as boas recordações vão eclipsar o resto. Não faço ideia se algum dia vou voltar a entrar numa redacção daquela dimensão para ser um jornalista da Sociedade, mas estes três meses são meus e a experiência ninguém me vai roubar...

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O final da licenciatura está mesmo aqui. Final de uma etapa, início de outras. Já sinto as borboletas no estômago. Não consigo ignorar o stress que é ser um recém-licenciado nem evitar a pressão de ter que arranjar um emprego, construir a minha própria casota. Os filhos dos outros parecem-me cada vez mais giros, os abraços sabem-me cada vez melhor, e é cada vez mais difícil conter o impulso para saltar do ninho. Mas uma coisa de cada vez, não é?

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Para já ficou mais uma lição, a sensação de me sentir motivado e capacitado para fazer algo com que me identifique. Mesmo as más situações serviram para retirar boas aprendizagens.

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Ontem, quando saí da redacção, já com o computador desligado, debrucei-me sobre o teclado e carreguei no ponto final, agarrei na alça da mochila, passei pela máquina do café e encaminhei-me para a porta… Dei uma meia-volta e regressei ao teclado. Apaguei o ponto final e escrevi um ponto e vírgula.

sábado, 11 de Julho de 2009

Chuck Norris!

segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O Rui é que tem razão...

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Rui Costa tem toda a razão ao apontar o dedo ao Sporting, relativamente ao que se passou na Academia, durante o jogo dos juniores.
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O Sporting dispensou 10% dos bilhetes ao Benfica, portanto sabia que tipo de recepção teria que preparar. Onde estava o corpo de intervenção, a GNR a cavalo, as shotguns de munição real, as tazer, o gás lacrimogéneo, os bastões de descarga eléctrica, os rotweillers, o arame farpado, os gorilas do ‘Noite Branca’ e os Hammer Skin??
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Como é que se pode receber uma claque não oficial de indivíduos referenciados por homicídios, violações, roubos, tráfico de droga, agressões, invasão e destruição de propriedade privada, etc, etc, etc... e etc. com meia dúzia de polícias barrigudos?
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Depois daquela entrada ‘em grande’, os No Name Boys, afirmaram que só foram a Alcochete para “parar o jogo”, ainda assim vão continuar a ser o que lhes permitem ser... Tudo menos adeptos de futebol!

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Já agora, nos prémios fair-play, anunciados hoje, o SL Benfica ficou em último lugar, sendo a equipa mais indisciplinada da Super Liga 2008/09. Não admira portanto que os adeptos lhes sigam o exemplo...
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Foto: CM

quinta-feira, 25 de Junho de 2009

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Por mais que tente, nunca consigo diferenciar as alturas em que devo estar calado das que deveria manifestar-me e ‘lutar’ por aqueles que julgo ser os meus direitos.
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Não há cão nem gato que a dada altura não se tenha sentido injustiçado. Há sempre um professor que não nos dá a nota que merecemos ou um chefe que não valoriza os nossos esforços. Há dias em que, pensamos nós, nunca nos dão crédito pelo que fazemos. Mas os professores têm presidentes e os chefes têm directores, todos-poderosos, que julgamos poderem repor a justiça nas nossas vidas. Ainda assim nunca sei quando pôr a boca no trombone e, com mais ou menos ‘revolta’, tentar explicar o meu ponto de vista.
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Se por um lado posso provar que fui alvo de uma ‘injustiça’, por outro há sempre o receio de aquilo não dar em nada. É que os presidentes são colegas dos professores e os chefes foram nomeados pelos directores, e ‘é chato’ questionar o trabalho do alferes por causa do soldado. E no caso de se ‘provar’ que até nem temos razão (95% das vezes é o que acontece e 90% das vezes não temos mesmo) o nosso retrato sai borrado e dificilmente o photoshop resolve a coisa. Nestas situações raramente podemos dizer que não temos nada a perder.
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Mas se ‘ninguém disser nada’, o charco permanece calmo, sem pedradas que ponham as coisas a mexer. Vamos ficar a pensar “e se...” e abrem-se feridas difíceis de sarar. Para todos os efeitos vamos ficar a pensar que não merecemos isto ou aquilo e isso, provavelmente, vai repercutir-se na ‘sala de aula’ ou ‘lá na fábrica’...
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Fica a dúvida. Enfio a boina e armo-me em Che Guevara, ou meto a viola no saco e limito-me a tocar como manda a batuta?